Geração Baby Boomers X Y Z millennials

7 ago

 

“Esta é a primeira vez na história que crianças sabem mais que adultos sobre algo realmente importante para a sociedade – talvez a coisa mais importante.”

É como o autor Don Tapscott descreve a geração Z.
Eles são inteligentes, ambiciosos, empreendedores,, e extremamente tolerantes (exceto no que se refere a pais que precisam de suporte tecnológico). Mas o que realmente define o que a Geração Z tem de diferente é que eles são os primeiros “screenagers” (algo como tela-adolescentes) do mundo. Enquanto a geração anterior aprendeu a incorporar tecnologia em suas vidas, esta geração nasceu num mundo digital. (1)

Acho que nunca na história da humanidade tantas gerações com ‘visões (modelos) de mundo’ tão diferentes entre si conviveram no mesmo espaço.

Baby Boomers. X. Y. Millennials. E os Z.

Tudo que direi/conversarei comigo mesma a partir daqui é fruto de minhas vivências, minhas observações, meus insights, e de alguns eurekas, quase epifanias. Mas o ponto é que são minhas observações, minhas visões, a partir de meus pressupostos e de meus conceitos e definições, e de minhas epifanias dentro de meus modelos de mundo. Quero compartilhar com o mundo, mas são construções (constructos) minhas. É o meu conhecimento glocal.

A antroposofia (2)  já fala há muito tempo (e não só ela) que somos o que vivemos em nossos três primeiros setênios. E eu diria, pelo que observei (e observo) que as pessoas (indivíduos?) formam sua visão de mundo nesta fase e a maioria dificilmente o muda depois. Ainda que uns o tenha mais permeável que outros, dificilmente este modelo muda para esta pessoa.

O interessante para mim é ver como esta quantidade de pessoas “permeáveis” aumenta de maneira inversamente proporcional a idade da pessoa.

E aqui coloco minhas impressões, diretamente derivadas de observações: os da geração Z não tem um modelo de mundo só, homogeneizados (como leite B o é) como emblematicamente foram os Baby Boomers e os X. Cada um deles tem o seu.

O que diferencia os Z  é que eles interagem fortemente entre si, entre seus mundos, em um grau alto. Muito alto.

E a tecnologia, que para eles é coisa dada, sem surpresas, sem estranhamentos, sem ‘UAU’, ferramentaliza esta interação.
Para eles, internet, web, computadores, e cia são contexto, meio em que estão mergulhados e ferramentas, tudo ao mesmo tempo.

 

Volto um pouco no tempo aqui para conversar sobre estas classificações, Baby Boomers, X, Y, Millennials e Z.

Começou com uma classificação/tipificação feita a pedido de agências de publicidade norte-americanas (EUA) para ser usadas no direcionamento de campanhas e propagandas. Ou seja, começou como ‘publicidade e marketing’, passou para ‘branding e marketing’, depois caiu no colo de ‘planejamento estratégico’ e ganhou o mundo.

Só que o que era válido localmente nos EUA nos anos 80, com o aumento de conectividade via Internet e WEB foi ficando válido também para o resto do mundo ocidental, mesmo que não fosse válido para as quantidades de padrões de consumo. Mas qualitativamente as tipificações foram sendo aplicáveis não só nos EUA. E os profissionais mais tradicionais entenderam até os “X”. Depois disso, se iniciou a famosa “onda” de palestras, escritos, eventos sobre “como lidar com a geração Y corporativamente”. Mas eles só entendiam (ou não) os Y que estavam no mundo corporativo. Nesta época começou a diferenciação entre mundo corporativo e organizacional. O corporativo está no organizacional. Mas o organizacional é bem mais que o corporativo. E os Z vêem isso de maneira diferente.

Há muita coisa neste artigo a ser desenvolvido posteriormente (conceitos, definições, relações entre eles, contextualizações complementares, etc), mas começamos assim, talvez de modo muito denso, mas um começo.

E termino com algumas observações.

O título de um artigo sobre a Geração Y que li em 2013 é “Maior preocupação da Geração Y do Brasil é  a Educação“.
Eu colocaria como título para a Geração Z : “Maior preocupação da Geração Z do Mundo é a Aprendização, a Interação entre Pessoas e Mudar o Mundo”.

E resumindo (e muito) o que eu tenho visto: os Y e Millennials achavam que podiam mudar o mundo como eles quisessem.
Os Z sabem que podem. E estão fazendo.

 

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(1) “This is the first time in history kids know more than adults about something really important to society — maybe the most important thing.” That’s how author Don Tapscott describes Generation Z. They are smart, ambitious, entrepreneurial, and extremely tolerant (except when it comes to parents who need tech support). But what really sets Generation Z apart is that they are the world’s first screenagers. While prior generations had to learn to incorporate technology into their lives, this generation was born into a digital world. [http://socialmediaweek.org/blog/2014/07/meet-generation-z-forget-everything-learned-millenials/]

(2) Sociedade Antroposófica do Brasil [ http://www.sab.org.br/portal/antroposofia2 ]

 

 

 

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